EUA acusam o Rwanda de violar acordo de paz Os Estados Unidos da América (EUA) acusaram, na sexta-feira, o Rwanda de violar o acordo de paz com a RDC, afirmando que Kigali estava a conduzir a região dos Grandes Lagos para a guerra.


Assinado há pouco mais de uma semana, o acordo foi saudado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, como "histórico" e renovou as esperanças de um fim para o conflito que dura há décadas.

Mas, na noite de quarta-feira, os rebeldes do M23, apoiados pelo Rwanda, afirmaram ter capturado a cidade estratégica de Uvira, um dos poucos redutos militares que restavam no Leste da RDC. Os especialistas das Nações Unidas já tinham acusado Kigali de ter o “controlo", de facto, das operações da força rebelde.

O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, disse que Washington estava “incrivelmente desapontado” com o novo surto de violência e avisou que iria responsabilizar os “sabotadores da paz”.

Os rebeldes não são signatários do acordo do Presidente norte-americano, Donald Trump, e participam num processo de paz paralelo liderado pelo Qatar, um aliado de Washington.

Bertrand Bisimwa, coordenador adjunto da aliança rebelde AFC-M23, afirmou, na sexta-feira, que o Acordo de Washington se referia às relações entre o Congo e o Rwanda. Acrescentou que o acordo teve pouco impacto no conflito interno do país, que estava a ser discutido nas negociações em Doha, capital do Qatar.

"Ele nunca mudou a realidade no terreno, no sentido em que a guerra que temos travado com Kinshasa desde o início do conflito nunca cessou, independentemente dos acordos de cessar-fogo que assinámos com eles", disse. Bisimwa afirmou que o grupo rebelde procura criar um sistema federal na RDC.


 

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