Já são conhecidas as 100 personalidades negras mais influentes do espaço lusófono, PowerList BANTUMEN 100. A cerimonia da quinta edição do certame, realizou-se neste sabado (06), em Lisboa. Desta vez, Angola voltou a ter uma presença expressiva na com 26 personalidades que se distinguiram pelo impacto do seu trabalho ao longo de 2025.
Criada em 2021, a PowerList BANTUMEN 100 reúne nomes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, destacando figuras que marcaram o último ano em áreas como música, artes, empreendedorismo, comunicação, ciência, inovação social e desporto. Entre os angolanos selecionados estão artistas, criadores de conteúdo digital, empresários, atletas e profissionais que ganharam relevância no país e na diáspora.
No panorama musical, integram a lista nomes como Bonga, C4 Pedro, Deezy, 12 Furos, e Nair Nany, artistas cuja produção continuou a influenciar tendências e públicos. No audiovisual e nas artes, surge o perfil de Nguxi dos Santos, enquanto no empreendedorismo destacam-se figuras como Cumbi Júnior, Edmilson Angêlo, Hélder Rocha, Olokuanda Chef, Nuno Baio e Poupée Martinho.
A área do desporto também está representada, com a atleta de MMA Maria Kitoko, o basquetebolista Childe Dundão entre os homenageados, bem como profissionais de comunicação e cultura como, o produtor de conteúdos Fly Squad, a produtora de conteúdos e empreendedora Jessi Madalena, o criador de conteúdos Ed Rodrigues, a coreógrafa Selma Mylene e o designer Jesualdo Muvuma, reconhecidos pela sua contribuição para a construção de narrativas e identidade.
Entre os prémios do universo do empreendedorismo deste ano, destaca-se ainda Wilson Ganga, que recebeu o Prémio de Mérito BANTUMEN, distinção atribuída a jovens africanos que transformaram ecossistemas, criaram soluções pioneiras e geraram impacto nas suas comunidades.
A lista deste alcança um equilíbrio de género exemplar, com 52% de homens e 48% de mulheres (diferença de apenas 4%), que se reflete tanto na distribuição geográfica – onde Cabo Verde e Guiné-Bissau apresentam paridade perfeita de 50/50 e o Brasil lidera com 68% de mulheres – como nas áreas de atuação, com destaque para a liderança feminina nas Ciências (86%) e Comunicação (100%), paridade total em Cinema, Digital e Artes Plásticas (50/50), e equilíbrio notável em Música, Desporto e Literatura (diferenças inferiores a 15%), demonstrando que a excelência lusófona transcende barreiras de género e que a diversidade é a verdadeira força da comunidade lusófona global.

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