A afirmação — “Não há pão decente em Angola” — feita de forma descontraída pelo primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, durante uma visita a uma padaria em Hamburgo, espalhou-se rapidamente pelas redes sociais. Merz comentou ter passado por Luanda, onde participou na cimeira entre a União Europeia e a União Africana, e afirmou não ter encontrado “um pedaço de pão decente” no pequeno-almoço do hotel — declaração que gerou críticas imediatas.
Angola tornou-se assim mais um país alvo das observações controversas do líder alemão, já conhecido por comentários polémicos durante as suas deslocações internacionais. No Brasil, durante a COP30, em Belém, insinuou que os jornalistas ficaram satisfeitos com a sua partida, gerando desconforto entre profissionais da comunicação social.
Noutra ocasião, elogiou a actuação israelita contra o Irão, descrevendo Israel como quem “faz o trabalho sujo para o Ocidente”, declaração que lhe valeu acusações de insensibilidade diplomática. Antes disso, já tinha sido criticado por comentários considerados xenófobos sobre imigrantes.
A reacção ao episódio em Angola oscilou entre o humor e a indignação. Algumas padarias convidaram Merz a regressar para provar o “verdadeiro pão da banda”, enquanto outros criticaram o tom desnecessariamente depreciativo da afirmação. O caso acabou por transformar um simples comentário sobre pão num debate internacional sobre diplomacia, respeito cultural e escolhas de palavras.

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