Metade da população portuguesa está insatisfeita com a sua vida sexual, revela estudo.


Um estudo intitulado “Vamos Falar Sobre Sexo, Sexualidade e Saúde Sexual” revela um dado preocupante sobre o bem-estar íntimo dos portugueses: cerca de 50% da população manifesta insatisfação com a sua vida sexual. O relatório destaca as consequências desta realidade não apenas na esfera individual, mas também nas relações afetivas e na saúde mental.

De acordo com o documento citado pelo jornal Expresso, a falta de diálogo sobre sexualidade, a ausência de educação sexual adequada e os tabus sociais continuam a ser barreiras significativas para o desenvolvimento de uma vida sexual saudável e satisfatória. A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) sublinha que a saúde sexual é um direito humano e deve ser considerada como parte essencial do bem-estar geral.


O estudo defende ainda que a satisfação sexual está fortemente ligada à autoestima, ao respeito mútuo nas relações, à comunicação e ao acesso a informação segura e inclusiva sobre sexualidade. Nesse sentido, recomenda-se um maior investimento em políticas públicas que promovam a literacia sexual, a formação de profissionais e o apoio psicológico acessível.

A insatisfação identificada no estudo pode estar associada a múltiplos factores, desde o stress diário e a pressão social até problemas de saúde física e emocional. O relatório serve de alerta para a necessidade de abordar a sexualidade como uma dimensão legítima da saúde, livre de preconceitos e estigmas.

 

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