“Uma única pessoa que eu não perdoo, que já não vive sequer, não consigo perdoar… é a minha irmã biológica.” Estas são as palavras de uma mulher que carrega uma dor e mágoa que perduram no tempo. Parece uma confissão saída de um filme, mas não é.
Foi durante uma entrevista no programa MP na Rádio, emitido aos domingos na 96.8 Platina FM e apresentado por Ana Siniley, que a coordenadora provincial do Programa Alargado de Vacinação, Felismina Neto, abriu o coração e revelou detalhes marcantes da sua vida pessoal, partilhando um trauma profundo relacionado com a sua família.
“Pela minha mãe, salvei a vida dela. Dois meses depois, ela assassinou a nossa mãe da pior maneira… matou, usou arma branca, todo tipo de instrumentos”, relatou com tristeza. Segundo Felismina, a tragédia ocorreu pouco tempo depois de ela própria ter cuidado da irmã, que se encontrava doente.
Felismina Neto contou ainda que, apesar da dor que carrega, há dias em que consegue sorrir, afirmando que deixou de ser uma pessoa completa, uma forma de expressar a profundidade das suas feridas emocionais e, ao mesmo tempo, a sua capacidade de resiliência perante a tragédia.

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